S.R.C.S.E.B.F.S. BARROCA ZONA SUL

Ficha técnica

Nome Oficial: Sociedade Recreativa Cultural e Social Esportiva Beneficente Faculdade do samba Barroca Zona Sul

Data de Fundação: 07/08/1974

Cores: Verde e Rosa

Símbolo: Criolinho

Endereço: Av. Prof. Abraão de Moraes, 1800 - Vila Água Funda, São Paulo – SP

Presidente: Ewerton Rodrigo

Carnavalesco: Danilo Dantas

Intérprete: Rodrigo Xará

1º Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira: Cleydson Ferreira e Lenita Magrini

Mestre de Bateria: Acerola

Rainha da bateria: Daniela Orcisse

Coreógrafo Comissão de Frente: Guilherme Almeida

A Barroca Zona Sul tem sua origem no bairro da Vila Mariana, onde residia o sambista Sebastião Eduardo do Amaral, conhecido como “Pé Rachado”, que era o presidente da Vai-Vai, escola do bairro do Bixiga. Após abandonar sua escola, Pé Rachado passou por Nenê de Vila Matilde e Camisa Verde e Branco, além de ser amigo do carioca Cartola, desfilando também na Estação Primeira de Mangueira, sempre que podia.

Estando no Rio de Janeiro, o ex-presidente da escola alvi-negra foi incentivado por Cartola a montar sua própria escola. Na noite de 7 de Agosto de 1974, em sua casa, Pé Rachado reuniu seus filhos, sobrinhos e jovens seguidores como Edney, Zé Carlinhos, Chiquinho, Gregório, Dona Lurdes, entre tantos outros, para a fundação da nova agremiação. Muitos dos presentes ficaram acompanhando a reunião pela janela do quarto, uma vez que nem todos cabiam dentro do cômodo. O nome completo foi sugerido por Valter Japão, e suas cores, verde e rosa, foram uma homenagem à escola de Cartola, que iria mais tarde a São Paulo para batizar a nova agremiação. O nome "Barroca" era uma referência ao Campo Barroca, do time de futebol Portuguesinha da Vila Mariana, que era um campo de terra batida, onde os batuqueiros do bairro se reuniam em rodas de samba nos finais de semana.

A Barroca conquistou o campeonato no primeiro desfile em 1975. Em 1976 a escola transferiu seus ensaios para o campo da Portuguesinha e conquistou o II grupo desfilando na Avenida São João. No ano de 1977, já estava entre as grandes escolas no I Grupo, hoje Grupo Especial.

Em 1977 a escola construiu sua quadra na Rua Paulo Figueiredo com a Avenida Água Funda (hoje Ricardo Jafet) que teve como ponto de partida o seu batizado com a presença do padrinho Cartola com sua esposa Dona Zica e claro a Estação Primeira de Mangueira.

Após o carnaval de 1978 a Barroca passou a ser dirigida por Osmar César de Carvalho, que mais tarde fundaria a FESEC e presidiria a UESP; a bateria também teve mudanças para o lugar de Mestre Binha, Fubá que ficaria no comando da bateria até 1990. Desse período até 1982 a Barroca se firmou no grupo principal, com seu ápice no ano de 1983 sob o comando do então presidente Antonio A. Cannalonga (Tonhão) com o enredo “75 Anos de Imigração Japonesa” ficando em quinto lugar empatado com o Camisa Verde e Branco e em 1985 com o enredo “Chico Rei esplendor de uma raça” onde foi penalizada com seis pontos por atraso na concentração (sendo 1 ponto por minuto a escola atrasou 6 minutos) fez seu melhor desfile inovando com uso de matérias primas como palha e sizal. Se não tivesse perdido os pontos a Barroca teria sido a grande campeã do carnaval paulistano e teria obtido o direito de desfilar na Marquês de Sapucaí, no lugar da campeã Nenê de Vila Matilde.

Depois disso a escola acabou não renovando o aluguel da quadra, que ficava de frente para a Arno, ao lado do metrô Imigrantes. Com muitas dívidas, acabou tendo que devolver o espaço ao dono. Para o carnaval de 1986, a escola passa a ensaiar na Rua Santo Irineu.

Em 1987, já sob a presidência de Eumar Meireles Barbosa, com o enredo "Asas para a Liberdade" (Nação Odara) a Barroca é campeã do II Grupo e retorna em 1988 para o grupo especial, permanecendo até 1994. Nesse período a escola teve muitas conquistas: em 1990 conseguiu o espaço da atual quadra, no bairro da Água Funda, e no mesmo ano alcança sua melhor colocação no grupo especial com o enredo “Segredos do Amor”, já tendo como presidente Geraldo Sampaio Neto (Borjão), o quarto lugar.

Após o carnaval, diversos de seus integrantes faleceram, entre eles Pé Rachado, Mestre Fubá, Mario Milonga, Dona Lurdes e Beth (Porta Bandeira), o que desestruturou a escola. Após cair novamente para o grupo de acesso em 1994 onde a bateria foi premiada com Trofeu Sambista de Ouro da Fesec num ano onde a bateria teve Jelier e Bagulé comandando - retornou ao grupo principal em 2002, com o enredo “A Magia dos Jardins da Verde e Rosa”.

Com isso, atrai empresários e nomeia como presidente Luis Paulo dos Santos, que transformou a quadra da escola, trouxe muitos eventos e shows de grupos de pagode, como Revelação, Fundo de Quintal, e outros artistas como Arlindo Cruz, Belo entre outros.

Em 2003 onde homenageou o Rei Pelé e só não foi novamente rebaixada pois houve uma virada de mesa iniciada devido ao empate entre Águia de Ouro e Império de Casa Verde e a falta de critérios desempate, onde o então presidente da Liga, Robson de Oliveira, resolveu que ao invés de 3 escolas cairiam apenas 2. Devido à reclamações por parte da Unidos do Peruche, que dias antes do carnaval havia sofrido um incêndio em seu barracão e seria rebaixada, a Liga decidiu que ninguém cairia. Em 2005, quando Borjão tinha retomado a presidência da Barroca, a escola inovou com uso de materiais reciclados com o enredo “Mãos” um desfile que marcou pela presença da comunidade e a reação do público. Naquele ano Thiago Praxedes tornou-se o mais novo mestre de bateria da história. Com problemas de harmonia, a escola acabou novamente rebaixada.

No ano seguinte pelo grupo de acesso bateu na trave ficando em terceiro lugar com o enredo Carmem Miranda este foi o último ano que a bateria obteve a nota máxima foi sob o comando de Mestre Thiago. De 2007 a 2010 a Barroca passou por um período de fortes mudanças. Luis Paulo tornou-se novamente presidente, remodelando todos os segmentos e levando a diversas mudanças na bateria, no comando das baianas, na quadra e também no estatuto social. Em 2008 a bateria dirigida por Barroquinha ganhou Troféu nota 10. Mas no carnaval de 2010 com o enredo sobre o “beijo”, a agremiação acabou rebaixada ao terceiro grupo.

Em 7 de Abril de 2010 foi realizado o pleito eleitoral pela velha guarda. Com uma chapa única, Sérgio Moreti foi aclamado presidente, mas passou o cargo posteriormente novamente para Borjão, ficando apenas como presidente do Conselho Deliberativo. Em 2013 falando sobre o Jabaquara caiu para o grupo 2, 4ª divisão do samba paulista. Obteve nova ascensão em 2014 votando ao Grupo 1-UESP

No ano de 2015 a escola da Água Funda acabou sendo campeã do Grupo 1-UESP com o enredo:Estou de volta pro meu aconchego.Em homenagem a Dominguinhos,Porém em 2016 ela voltou ao Grupo 1-UESP ficando em oitavo lugar