A.C.S.E.S.M. CAMISA VERDE E BRANCO

Ficha técnica

Nome Oficial: Associação Cultural e Social Escola de Samba Mocidade Camisa Verde e Branco

Data de Fundação: 04/09/1953

Cores: Verde e Branco

Símbolo: Trevo de Quatro Folhas

Endereço: Rua James Holland, 663 – Barra Funda

Presidente: Hervando Luiz Velozo

Diretora de carnaval: Magali dos Santos

Carnavalesco:

Intérprete: Nego

1º Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira: Vinicius e Joice

Mestre de Bateria: Jeyson Ferro

Rainha de bateria: Ivi Pizzot

Diretor de Harmonia: Devair Francisco

Coreógrafo Comissão de Frente:

Site: http://www.camisaverdebranco.com

 

HISTÓRIA

O início remonta a 1914, quando foi criado o "Grupo Carnavalesco Barra Funda", liderado por Dionísio Barbosa. Nesse grupo carnavalesco, os homens saíam pelas ruas do bairro da Barra Funda vestidos de camisas verdes e calças brancas. Durante o Estado Novo, os integrantes do Grupo Carnavalesco Barra Funda foram confundidos com simpatizantes da Ação Integralista Brasileira, partido político de Plínio Salgado, e por isso perseguidos pela polícia de Getúlio Vargas, até deixarem de desfilar em 1936.

Depois de 17 anos, em 1953, Inocêncio Tobias, o Mulata, cria um movimento para reorganizar o antigo grupo carnavalesco, criando no dia 4 de setembro o Cordão Mocidade Camisa Verde e Branco. Logo no seu primeiro ano desfilando como cordão, o Camisa Verde vence o desfile de cordões, com o enredo IV Centenário; O Camisa ainda seria campeão como cordão mais 4 vezes: 19681969 e1971, ano este em que os cordões já estavam em decadência com a popularização das escolas de samba. A partir de 1972 o Camisa segue o caminho natural, tornando-se escola de samba com o fim do desfile de cordões, chegando ao primeiro título, como escola, em1974.

Conquistando o carnaval de 1974 com o samba-enredo Essa tal Nega Fulô, o Camisa Verde e Branco entra definitivamente para o time de escolas de samba campeãs. Mas o mais interessante ressaltar é que, nos 3 anos seguintes, o Camisa torna-se Tetracampeã do carnaval paulistano (74/75/76/77) sem dividir o título com nenhuma outra agremiação (ao contrário do Vai-vai em 98/99/00/01, sendo que os 3 últimos foram divididos com outras escolas). No carnaval de 1978, aconteceu um fato lamentável: antes do início do desfile do Camisa, alguns torcedores do Vai-vai atiraram paus e garrafas nos integrantes da escola, fato este que acabou dispersando alguns componentes e gerando um breve tumulto. Graças a Deus, não houve feridos com gravidade e fatos como estes não acontecem mais no carnaval de São Paulo. Mas este fato custou ao Camisa a conquista do então pentacampeonato. No ano seguinte, com o enredo "Almôndegas de Ouro" e uma primorosa composição, a Barra Funda comemorou mais um título e a hegemonia na década de 70.

Durante a época da ditadura militar, a escola tentou produzir um enredo sobre João Cândido, herói da Revolta da Chibata, porém esta proposta foi censurada pelos generais da época. Em 1980, Inocêncio Tobias, morre deixando a presidência do Camisa Verde nas mãos do seu filho Carlos Alberto Tobias, que dirige a escola apoiado pela esposa Magali e sua mãe Cacilda Costa, a Dona Sinhá(esposa de Inocêncio Tobias).

Oito anos depois, morre a Dona Sinhá, considerada uma das damas do samba paulistano, e dois anos depois, em 1990, também vem a falecer o presidente da escola, o sr. Carlos Alberto Tobias (apelidado carinhosamente de Tuba). Sua mulher, Magali dos Santos assume a presidência, sendo campeã logo no seu primeiro ano à frente da diretoria. O Camisa Verde, que já havia conquistado o bi-campeonato em 89/90, conquista o tri em 1991. No ano seguinte, alguns fatos isolados de bastidores prejudicaram o Camisa. Falando-se até na hipótese de sabotagem, ouve-se a anulação do resultado final, e o Camisa perde a oportunidade de conquistar assim seu 2º Tetracampeonato. Já no ano de 1993, apresentando um samba memorável, a Barra Funda comemora mais um título, tornando-se uma das primeiras do ranking de campeãs com 9 títulos: 1974,1975,1976,1977(****),1979,1989,1990,1991(***)e 1993.

Porém em 1996, num ano em que a escola enfrenta problemas antes e depois do desfile, o Camisa termina em penúltimo lugar entre dez escolas e é rebaixado para o Grupo de acesso. Após contar na avenida um enredo patrocinado pela Coca-Cola no ano seguinte, a escola vence e retorna ao Grupo Especial em 1998.

Em 2002, o Camisa Verde apresenta um grande desfile falando sobre o número quatro e suas místicas, terminando em um honroso 2º Lugar, perdendo o carnaval no quesito Enredo, para a sua afilhada Gaviões da Fiel. Talvez esse tenha sido a última alegria dos torcedores do Camisa, que após esse ano a escola não voltou mais ao desfile das campeãs.

Em 2003, o Camisa Verde consegue apresentar na avenida o enredo que havia sido proibido pela ditadura, fazendo uma homenagem ao líder dos revoltosos marinheiros, e com um samba forte, termina em 6º lugar. O desfile contou com a participação inclusive do neto do marinheiro João Candido, que desfilou no último carro alegórico.

Em 2004, durante os 450 anos de São Paulo, a escola fez uma homenagem à Barra Funda, aproveitando para contar ao mesmo tempo a história da cidade, do seu bairro e da própria escola, que completava 50 anos desde que foi reorganizada em 1953. O refrão do Camisa Verde neste ano dizia: "Vem festejar vem brindar, amor / 50 anos de glórias, eu sou! / Vem batuqueiro e mete a mão no couro / Que a Barra Funda é jubileu de Ouro".

Em 2005, após um ano de muitas dificuldades, e com um samba que a princípio foi classificado pela crítica como fraco, o Camisa surpreende na avenida, a escola evolui bem e o samba cresce na avenida, tendo este sido considerado um grande desfile. Apesar disso a escola acaba em 11º lugar. Em 2006, com muitos problemas e com um carnavalesco que abandonou o barracão faltando menos de 20 dias para o desfile, o Camisa Verde acaba na 13ª posição e cai para o Grupo de acesso. A escola, durante o ano, protestou contra uma nota 8,5 que foi dada para sua a bateria, sob a alegação dada pelo jurado de que "não teria ouvido os surdos". É preciso ressaltar que a bateria do Camisa Verde é conhecida como A Furiosa da Barra Funda, e considerada uma das melhores de São Paulo, e sem este 8,5 a escola teria se mantido no Especial.

Em 2007, o Camisa foi vice-campeão do Grupo de Acesso, voltando a elite do Carnaval Paulistano, o carnavalesco Rodrigo Siqueira recebeu premio de melhor conjunto de fantasias.

Infelizmente no carnaval de 2008 a escola foi rebaixada, se mantendo no acesso em 2009, mas com a tradicional garra e trabalho para voltarem a elite do carnaval paulista.

Fonte: Site da escola