CAMISA VERDE E BRANCO

FICHA TÉCNICA

Fundação: 04/09/1953

Cores oficiais: Verde e Branco

Presidente: Hervando Luiz Velozo

Vice: Washington Adão

Comissão de Carnaval: Vaníria Nejelschi / Janssen Balgobin / Marcelo Tupinambá e Renato Stinn

Diretor de Bateria: Mestre Jeyson Ferro

Diretora de Carnaval: Magali dos Santos

Diretores de Harmonia: Edimilson, Vitché e Idalor 

Rainha de Bateria: Carol Amaral

Rainha Juvenil: Ariê Suyane

Musas: Sheila Neves (musa) , Camila Prins (musa trans)

Madrinha da Escola: Estação Primeira de Mangueira

Casal de mestre sala e porta bandeira: Vinicius Henrique e Joice Prado

Coreógrafo: Ismael Toledo

Intérprete: Nêgo

Melhor colocação no Grupo Especial: 9 títulos (1974, 1975, 1976, 1977, 1979, 1989, 1990, 1991 e 1993)

100% CAMISA VERDE E BRANCO. CARNAVALIZANDO MÁRIO DE ANDRADE. O BERÇO DO SAMBA, O POETA E O HERÓI NA PAULICEIA DESVAIRADA

Mário de Andrade carnavalizado

 

Com o enredo “100% Camisa Verde & Branco. Carnavalizando Mário de Andrade. O berço do samba, o poeta e o herói da pauliceia desvairada”, a escola de samba Camisa Verde e Branco cantará os feitos de um dos mais importantes nomes da literatura brasileira: Mário de Andrade. Detentor de uma vasta erudição, Mário foi poeta, escritor, folclorista, musicólogo, crítico literário e um dos principais nomes do Modernismo Brasileiro que teve seu estopim com a Semana de Arte Moderna de 1922.

Além de ser apaixonado pela cidade de São Paulo, onde nasceu e morreu, cidade que lhe impele a escrita do volume de poemas, Pauliceia desvairada, Mário foi um importante pesquisador da cultura popular brasileira, registrando, no começo do século XX, os costumes, lendas, músicas e falares de diferentes regiões do país. Esse interesse pela miscelânea cultural que constituía a cultura brasileira é um dos principais elementos do romance Macunaíma, publicado originalmente em 1928. Tal romance constitui-se como uma alegoria bastante irônica sobre o herói nacional brasileiro – o herói sem nenhum caráter – dono do bordão “ai que preguiça!”, indispensável a um enredo sobre o escritor.

O desfile do trevo da Barra Funda promete mergulhar na obra desse incomparável poeta, rememorando a pauliceia segundo a sua ótica e as diferentes características do povo e da cultura de nosso país, tão importantes para o movimento modernista que buscava fundar uma arte genuinamente brasileira. Nessa viagem ao início do século XX e a efervescência modernista o Camisa Verde Branco busca reencontrar-se também com seu passado de vitórias e glórias para no futuro voltar a despontar como a grande escola que é.

POR CARLOS VIEIRA

DESFILE OFICIAL 2018

CAMISA VERDE E BRANCO