NENÊ DE VILA MATILDE

FICHA TÉCNICA

Fundação: 01/01/1949

Cores oficiais: Azul e Branco

Presidente: Rinaldo José Andrade (Mantega)

Vice: Ricardo José Andrade

Carnavalesco:  Luiz Carlos de Almeida Pinto (Lucas Pinto)

Diretor de Bateria: José Paschoal Romano (Mestre Paschoal)

Diretor de Carnaval: Alexandre Augusto Gomes da Conceição

Diretores de Harmonia: Alexandre Augusto Gomes da Conceição

Rainha de Bateria: Ariellen Domiciano

Coreógrafo: Sérgio Cardoso

Casal de mestre sala e porta bandeira: Edilaine e Paulinho

Intérprete: Agnaldo de Jesus Amaral

Melhor colocação no Grupo Especial: 5 títulos (1968, 1969, 1970, 1985 e 2001)

A EPOPEIA DE UMA DEUSA AFRICANA

Um “mar” azul e branco “para saldar Iemanjá”

 

A Nenê de Vila Matilde deve transformar a passarela do Anhembi em um mar azul e branco no seu desfile deste ano (próximo dia 11 de fevereiro). Azul da cor do mar, branco da cor das ondas, azul e branco da cor de um dos mais tradicionais pavilhões do samba paulistano.

Com o enredo “A epopeia de uma deusa africana”, desenvolvido pelo carnavalesco, Lucas Pinto, a escola pretende contar a saga de um dos orixás mais populares no Brasil: Iemanjá. A divindade do panteão africano, cultuada como a grande mãe, aquela quem ampara as cabeças dos homens - “mãe das cabeças”, a deusa do mar e protetora dos pescadores e navegantes.

Também conhecida como Dandalunda, Inaé, Janaína, Iara, Marabô, Rainha do Mar, entre outros nomes, o enredo promete tratar das diferentes denominações, representações e mitos que são a associados a Iemanjá. Partindo da concepção ancestral da divindade negra e de seios fartos até a sua representação mais comum em solo brasileiro, a mulher branca, de longos cabelos negros, vestida de azul; sem deixar de lado o sincretismo religioso que permitiu, ao longo do processo histórico de colonização brasileira e escravidão dos negros africanos, a sua correspondência com Iara a deusa indígena metade mulher metade peixe que seduz os homens com seu canto ou com Nossa Senhora dos Navegantes do culto católico.

O enredo afro pode se tornar mais um dos inesquecíveis desfiles da escola que busca o seu retorno ao grupo especial do Carnaval paulistano; além disso, mostra-se necessário para o momento no qual se vislumbra uma intensificação da intolerância religiosa no país. Que a procissão negra, ao som da “Bateria de Bamba” transporte a todos aos festejos do dia 02 de fevereiro ou a beira do mar nas noites de réveillon, quando pessoas de diferentes cores, origens e religiões prestam homenagens ou fazem pedidos a grande deusa, Iemanjá. Axé!

POR CARLOS VIEIRA

DESFILE OFICIAL 2018

NENÊ DE VILA MATILDE

Pablo Rocha e Ricardo Carvalho