CURIOSIDADES

O primeiro desfile regulamentado pela prefeitura de São Paulo, aconteceu no ano de 1968. Oficializado pelo prefeito Brigadeiro Faria Lima, a idéia era de que o carnaval pudesse ter subsídios que incentivassem as escolas de samba a se profissionalizarem.

1968

A primeira escola de samba a se consagrar campeã do grupo II (atual grupo de acesso) foi a Unidos de Vila Maria, no ano de 1968, prestando na avenida uma homenagem ao grande compositor Heitor Villa Lobos. A escola contou com um pouco mais de 300 componentes em seu desfile.

Apenas cinco escolas de samba compunham o grupo II (atual grupo de acesso), no ano de 1969, são elas:

Império do Cambuci (campeã)

Morro da Casa Verde

Primeira de Santo Estevão

Folha Azul dos Marujos

Acadêmicos do Peruche

1969

“Biografia do samba”, composta por Talismã e Tabu, para o Cordão Barra Funda, entra para a história do carnaval no ano de 1969, como o hino do carnaval paulistano. De nome original “o samba através dos tempos”, esta belíssima obra, é cantada até hoje nas rodas de samba da Embaixada do Samba Paulistano.

A Mocidade Alegre, presidida por seu fundador Juarez da Cruz, recém passado pelo processo de transição de bloco carnavalesco para escola de samba, se consagrou campeã do grupo de acesso, com enredo sobre Zumbi dos Palmares, em 1970.

1970

O ano de 1970 ficou marcado para a escola de samba Mocidade Alegre, além de garantir sua ascensão ao grupo de elite do carnaval paulista, é também o ano de inauguração de sua quadra no bairro do Limão.

O início da década de 70 marca a transição dos cordões para escolas de samba, isto ocorre juntamente com a oficialização do carnaval. O subsídio doado pela prefeitura não contemplava os cordões e algumas agremiações foram extintas.

1971

1971 foram os últimos desfiles dos cordões Camisa Verde e Branco e Vai Vai.  “Sonho Colorido de um pintor” e “Independência ou morte”, foram os enredos que encerraram um bonito ciclo destas duas soberanas do carnaval paulistano. Nenhuma destas duas escolas passou pelo grupo de acesso, a ascensão se deu de forma direta de cordão para o grupo I (atual grupo especial).

A Cabeções da Vila Prudente foi a grande campeã do grupo de acesso em 1973. Depois de desfilar durante dois anos no grupo de acesso como convidada, sem participar da disputa do título.

1973

A Cabeções da Vila Prudente gravou seu nome na história do carnaval, com o samba de enredo, de 1981, “Do Ioruba ao reino de Oyó”, eternizado na voz do intérprete Dom Marcos.

No dia 10 de setembro de 1974 foi fundada a Uesp, União das Escolas de Samba Paulistanas. Seu maior objetivo era organizar, regulamentar e representar as escolas de samba junto ao poder público.

1974

As escolas de samba afiliadas a UESP eram: Vai Vai, Acadêmicos do Tatuapé, Mocidade Alegre, Rosas de Ouro, Cabeções da Vila Prudente, Flor de Vila Dalila, Paulistano da Gloria, Foliões da Vila Nova, Unidos do Peruche, Estrela Brilhante, Acadêmicos do Ipiranga, Falcão do Morro Itaquerense, Folha Azul dos Marujos, Acadêmicos do Choragalo, Pérola Negra, Príncipe Negro e Campos Elíseos.

O ano de 1976 foi um ano atípico, 3 escolas de samba subiram para o grupo I, são elas: em primeiro lugar Barroca Zona Sul (89 pontos), com o enredo “O sonho de Palmares”; em segundo, a escola de samba Tom Maior (86 pontos), com o enredo “A feira”; e em terceiro lugar, Paulistano da Glória (85 pontos), com o enredo “Porto Feliz – Berço das Monções”.

1976

"Diziam nas rodas de samba que a Barroca Zona Sul tinha feito um despacho de duas mil galinhas, que a Vai-Vai defumou o bairro inteiro do Bexiga, que a diretoria do Camisa Verde e Branco da Barra Funda fez um forte trabalho na cachoeira, que o charuto do Juarez da Cruz da Mocidade Alegre estava cruzado com cinza de cemitério, que o Paulistano da Glória fez muito padê e que teve escola que até deu um boi em pé na macumba. Se é verdade, não sei. Mas, todas essas escolas desfilaram muito bem. O Carnaval só não foi um sucessão por causa da desorganização da Secretaria de Turismo. Mas, essa deu crepe. O Caboclo Jaraguá, que pegou seu serviço, não funcionou". Plínio Marcos, Folha da Manhã. 27/02/1977