G.R.C.E.S. MANCHA VERDE

Ficha técnica

Nome Oficial: Grêmio Recreativo e Cultural Escola de Samba Mancha Verde

Data de Fundação: 11/01/1983

Cores: Verde, vermelho e Branco

Símbolo: Manchão

Presidente: Paulo Serdan

Carnavalesco: Pedro Alexandre (Magoo)

Intérprete: Freddy Viana

1º Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira: Marcelo Luiz e Adriana Gomes

Mestre de Bateria: Maradona

Rainha de bateria: Viviane Araujo

Diretor de Harmonia: Xinxa
Marquinhos

Coreógrafo Comissão de Frente: Jonathan Bento, Marcos Aurélio e Wender Luciano

Site: manchaverde.com.br/

No começo do ano de 1995, a Mancha Verde (Palmeiras) decidiu participar do Carnaval, acertando sua participação junto à UESP, e alterando seu estatuto. Porém, devido a uma briga entre torcedores da Mancha e da torcida Independente, do São Paulo Futebol Clube, a justiça decretou, ainda naquele ano, a extinção do então Grêmio Recreativo Esportivo Cultural Torcida Mancha Verde como pessoa jurídica.

Como os integrantes da torcida continuaram se reunindo após isso, para que continuassem a poder fazê-lo de modo oficial, em 18 de outubro de 1995 assinaram a oficialização do Grêmio Recreativo Cultural Bloco Carnavalesco Mancha Verde. Embora a Mancha como escola de samba tenha sido criada com novos CNPJ e estatuto, seus integrantes a consideram como a continuação da torcida extinta. Anos mais tarde, seria criada a torcida Mancha Alvi-Verde, desvinculada juridicamente da antiga torcida e então somente escola de samba.

Em 1996, ano de seu primeiro desfile, com um enredo alertando para a destruição da natureza, ficou em segundo lugar no Grupo de Espera (subindo para o Grupo Especial dos Blocos), em seu primeiro desfile oficial. No ano seguinte, cantando a “Noite paulistana, um convite ao prazer”, vence pela primeira vez o concurso dos blocos do carnaval paulistano.

Em 1998, tendo como enredo a palmeira, torna-se bicampeã do Grupo Especial dos Blocos Paulistanos. Tudo levava a crer que a Mancha Verde poderia ter sucesso.

Na tentativa do terceiro título consecutivo, o já consagrado bloco alviverde acaba em segundo lugar, com o enredo “Vinho, o néctar dos deuses”. Mesmo assim, foi consolidando-se como uma promissora escola de samba, tendo inclusive o seu samba cantado por Quinho, famoso intérprete de sambas-enredo.

Em 2000, a Mancha Verde estréia com escola de samba. Cantando um enredo questionador sobre os 500 anos do Brasil (“Brasil, que história é essa?”), fica em segundo lugar no Grupo 3 Oeste do carnaval de São Paulo, ficando atrás apenas da Lavapés, a primeira escola de samba paulistana. Este resultado eleva a escola ao Grupo 2.

Cantando os orixás no carnaval de 2001, vence pela primeira vez como escola de samba e ascende ao Grupo 1A, prosseguindo a sua vertiginosa senda de vitórias em apenas seis desfiles. No ano seguinte, homenageando a Força Sindical, vence o Grupo 1A e se aproxima do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo.

Em 2003, uma nova meta a ser alcançada pela surpreendente e jovem escola de samba: chegar à elite do samba de São Paulo. Exaltando a cor mais brilhante no coração palmeirense – verde -, a Mancha Verde mostra a sua força perante as escolas de maior tradição que compunham àquele grupo. Por razões até hoje contestadas, a escola fica em terceiro lugar, meio ponto atrás da vice-campeã Imperador do Ipiranga e um atrás da campeã Acadêmicos do Tatuapé, as escolas que voltaram ao Grupo Especial.

Mas, ao invés do arrefecimento, o aguerrimento. Consertando os equívocos e aperfeiçoando as virtudes, a Mancha provou ser uma escola estruturada no carnaval de 2004. Cantando “A saga italiana em terra paulistana”, faz um desfile sem erros e conquista, enfim, o tão sonhado título do Acesso e sobe ao Grupo Especial paulistano.

Em 2005, ano de sua primeira participação no grupo especial no Carnaval de São Paulo, terminou na 12ª colocação.

Em 2006, a Mancha Verde forma, juntamente com outra escola de samba oriunda de torcida organizada, o Grupo Especial das Escolas de Samba Desportivas. O regulamento da Liga prevê que caso duas escolas, que sejam ligadas a agremiações desportivas, estejam no Grupo Especial, as mesmas formariam um outro grupo, que só teria escolas de samba ligadas a torcidas de futebol. Já Mancha tentou provar que por ser uma pessoa jurídica diferente, não seria ligada a nenhuma torcida organizada. O juiz, porém, usou como base para indeferir tal pedido o texto que constava no então site da entidade, que acabou funcionando como uma confissão da tese contrária. A Mancha foi assim obrigada a desfilar sozinha no Grupo de Escolas de Samba Desportivas, onde torna-se campeã. Porém às vésperas do desfile, a Mancha conseguiu negociar com a Liga a transferência do desfile, da madrugada de domingo para segunda, inicialmente a data prevista, para a madrugada de sábado para domingo, junto com as escolas do Grupo Especial, sendo também avaliada pelos mesmos jurados deste grupo. Essa avaliação lhe garantiu a sétima colocação geral, muito embora a Liga não reconheça esta classificação.

Em 2007, a Mancha Verde novamente foi colocada sozinha num grupo à parte, sendo declarada campeã deste grupo, e inclusive participando do desfile das campeãs. Em relação ao Grupo Especial, obteve a décima-primeira colocação.

Em 2008, o Grupo Especial das Escolas de Samba Desportivas deixou de existir, fazendo com que a Mancha Verde voltasse a disputar com as outras escolas o título do Grupo Especial no carnaval.

Em 2009, falando sobre o estado de Pernambuco, com o tema Pernambuco: uma nação cultural!, a escola terminou na 10º colocação.

Em 2010, a Mancha Verde teve como enredo Aos Mestres com Carinho! Mancha Verde “ensina” como criar identidade! e teve também a volta do intérprete Celsinho do carnavalesco Cebola. Este último, desapareceu antes do desfile, pedindo desculpas posteriormente. No final, a escola conseguiu ficar em 4º lugar, à frente de tradicionais escolas. Não se sagrou campeã por apenas um ponto: 269, contra 270 da Rosas de Ouro.

Com as energias renovadas depois do bom desempenho em 2010, a Mancha fez um grande carnaval em 2011, trazendo como tema “Uma idéia de Gênio!” e o resultado foi outro 4º lugar.

Para o carnaval de 2012 a Mancha Verde teve como novo intérprete Freddy Vianna, e desfilou com um enredo afro, o que não lhe era característico. Pela terceira vez seguida, obteve o 4º lugar.

Em 2013, a escola abordou a vida e as obras de Mário Lago no seu carnaval. Tendo feito um desfile luxuoso e empolgante, a escola vinha para brigar pelas primeiras posições, mas devido as notas baixas em alguns quesitos, ficando em 13º Lugar, caindo para o Grupo de Acesso.

Para 2014, a escola foi a primeira a escolher o enredo, a reedição de 2006. A escola foi vice-campeã com 269.3 e com isso, retornou ao Grupo Especial para 2015, quando falará sobre os 100 anos da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Abrindo o carnaval 2015, a Mancha fez um belo desfile, porém insuficiente para se manter no Grupo Especial.

Visando a volta por cima em 2016 a Mancha trouxe de volta o carnavalesco Pedro Alexandre “Magoo” que fez uma nova leitura do seu enredo de 2005. Fazendo um carnaval grandioso a escola se sagrou Campeã do Grupo de Acesso com grandes alegorias, fantasias luxuosas e um samba primoroso.

Com um enredo diferente e muito bem elaborado, em 2017 a Mancha levará para a avenida o tema: “Zé do Brasil, um nome & muitas histórias”. A escolha do enredo recebeu elogios da crítica especializada e de toda comunidade. Vamos aguardar e conferir como passará a mais querida.

FONTE: Site da escola